Ele relatou as dificuldades enfrentadas diariamente por moradores que precisam atravessar entre São Félix e Cachoeira
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| Foto: Adriano Rivera/Diário da Notícia |
Em sua fala, o professor classificou a audiência como um momento histórico para a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), para a Câmara Municipal de São Félix e para a população das duas cidades. Segundo ele, a realização de debates públicos permite aproximar as instituições e construir soluções de forma coletiva.
“Um debate qualificado se faz quando as instituições dos municípios abrem os espaços para dialogar também com a representação institucional da UFRB”, afirmou.
Jorge lembrou ainda que, em maio, foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Cachoeira, reunindo moradores e representantes das duas cidades para discutir os impactos provocados pela situação da Ponte Dom Pedro II. Para ele, a continuidade das discussões demonstra que a união entre São Félix, Cachoeira e a UFRB é fundamental.
O professor também ressaltou o papel da universidade no território. Segundo ele, a UFRB chegou à região com o propósito de permanecer e contribuir para a formação das novas gerações, o que exige uma relação permanente de diálogo com o poder público e a sociedade.
Questionamento sobre a concessão
Durante sua participação, Jorge levantou um questionamento sobre a possibilidade de encerramento ou revisão do vínculo com a empresa responsável pela concessão da ponte, diante dos problemas enfrentados pela população.
Ele relatou as dificuldades enfrentadas diariamente por moradores que precisam atravessar entre São Félix e Cachoeira, citando inclusive a situação de famílias e trabalhadores que necessitam utilizar a ligação entre os dois municípios durante a noite.
“É possível fazer um distrato para que a concessão de exploração da ponte seja feita por outra empresa e não por essa?”, questionou.
Em resposta, foi esclarecido durante a audiência que a empresa responsável não possui um contrato convencional de prestação de serviços, mas uma concessão. Dessa forma, segundo a explicação apresentada no debate, uma eventual retirada da concessionária dependeria de medidas jurídicas e administrativas específicas.
A discussão apontou para a possibilidade de atuação do Ministério Público, inclusive com a avaliação de medidas destinadas a questionar a concessão e verificar se as obrigações previstas estão sendo cumpridas.
Professor defende auditoria e investigação do cronograma
Outro ponto levantado durante a audiência foi a necessidade de uma auditoria para verificar as razões pelas quais os cronogramas relacionados às intervenções na ponte não vêm sendo cumpridos.
Jorge apoiou a manifestação dos estudantes pela realização de uma auditoria e destacou a importância de identificar responsabilidades e compreender por que os prazos estabelecidos não estão sendo respeitados.
A discussão também chamou atenção para a longa duração dos problemas envolvendo a Ponte Dom Pedro II. Durante a audiência, foi mencionado que a situação não seria recente e que os questionamentos relacionados à estrutura e à concessão vêm se arrastando há anos, atravessando diferentes períodos e empresas.
Para o professor Jorge, a mobilização precisa continuar e envolver as Câmaras Municipais de São Félix e Cachoeira, a UFRB, estudantes, moradores, representantes da sociedade civil e os órgãos responsáveis pela fiscalização.
A audiência pública reforçou, assim, a pressão por respostas concretas sobre o fechamento da Ponte Dom Pedro II, o cumprimento dos cronogramas de intervenção, as condições de funcionamento da ligação entre os municípios e a responsabilidade da concessionária diante dos transtornos provocados à população.
Ao final, a defesa apresentada foi pela continuidade do diálogo institucional e pela adoção de medidas que possam garantir uma solução definitiva para o problema, evitando que moradores, estudantes, trabalhadores e demais usuários continuem enfrentando dificuldades para se deslocar entre São Félix e Cachoeira. Informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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