Conselheiros afirmam que não há confirmação de tentativa de sequestro e orientam pais a manterem atenção, sem criar pânico entre a população.
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| Imagem criada pelo Diário da Notícia com IA |
A equipe do programa Diário da Notícia, da Rádio Paraguassú FM, esteve no Conselho Tutelar e conversou com os conselheiros Celso Júnior, Ana Alice, Ananias e Newton para esclarecer o episódio.
Conselho Tutelar não recebeu denúncia formal
Segundo Celso Júnior, a situação não chegou oficialmente ao Conselho Tutelar como uma ocorrência de tentativa de sequestro.
O conselheiro destacou que a informação divulgada inicialmente partiu do relato de uma mãe, que não teria registrado boletim de ocorrência e conseguiu informar apenas a cor do veículo envolvido.
Celso ressaltou a necessidade de cautela na divulgação de informações dessa natureza, justamente para evitar que uma situação ainda não esclarecida provoque medo generalizado entre os moradores.
Mãe relata que homem pegou a criança pela mão
Durante a entrevista, Ananias Conceição explicou que havia sido procurado anteriormente por pessoas que relataram o episódio como uma possível tentativa de sequestro.
Segundo ele, diante da repercussão do caso, os conselheiros entraram em contato diretamente com a mãe para esclarecer o que havia ocorrido.
De acordo com o relato apresentado pela mãe, a criança, com menos de cinco anos, estava sozinha na rua enquanto ela se encontrava a alguns metros de distância. Um veículo teria parado e o condutor teria pegado a criança pela mão para ajudá-la a atravessar a via.
A mãe teria se aproximado, retirado a criança da mão do homem e questionado o motivo da atitude. Segundo o relato, o condutor respondeu que estava apenas ajudando a criança a atravessar a rua.
Para os conselheiros, entretanto, a situação pode ter gerado desconfiança na mãe justamente porque ela não estava próxima da criança no momento da abordagem.
Caso permanece no campo da suposição
Durante a entrevista, os conselheiros reforçaram que não é possível afirmar que houve uma tentativa de sequestro.
Ananias explicou que a atitude do homem poderia ter sido uma tentativa de ajudar a criança a atravessar a rua, mas também não seria possível determinar, naquele momento, qual era sua real intenção.
“Pode ser que o rapaz só parou para dar uma ajuda”, foi a hipótese levantada durante a conversa.
Ao mesmo tempo, os conselheiros ressaltaram que a preocupação da mãe deve ser compreendida e que situações envolvendo crianças pequenas exigem atenção redobrada.
Nenhum registro foi apresentado ao Conselho Tutelar
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a ausência de um registro formal no Conselho Tutelar.
Segundo os conselheiros, a mãe também não teria procurado inicialmente a Delegacia Territorial de São Félix para registrar a ocorrência. Houve ainda uma informação de que ela teria procurado a unidade policial de Cachoeira.
O Conselho Tutelar informou que recebeu contato de um policial da comarca de São Félix para esclarecer a situação, mas afirmou não ter recebido comunicação oficial de que uma ocorrência envolvendo a criança tivesse sido registrada na unidade local.
Ananias reforçou que, caso a mãe considere que houve uma tentativa de subtração da criança, deve procurar a Delegacia de Polícia de São Félix para formalizar a denúncia e permitir que as autoridades possam apurar o caso.
Conselho pede atenção, mas sem pânico
Apesar de considerar importante a preocupação dos pais, os conselheiros fizeram questão de destacar que o objetivo é alertar a população, e não provocar pânico.
A orientação é para que crianças pequenas não sejam deixadas sozinhas em deslocamentos pela cidade, principalmente em trajetos para a escola, comércio ou outros locais.
Celso Júnior recomendou que os responsáveis acompanhem os filhos até os pontos de transporte escolar e mantenham atenção durante os deslocamentos.
Ananias também relatou que, durante uma observação realizada em uma banca, foram identificadas crianças que afirmaram se deslocar sozinhas de suas residências. Segundo ele, os responsáveis devem ser orientados sobre os riscos dessa prática.
Crianças devem continuar frequentando a escola
Os conselheiros também fizeram questão de esclarecer que a situação não deve levar os pais a impedir que crianças e adolescentes frequentem a escola.
A recomendação é que os responsáveis adotem medidas de segurança e acompanhamento, mas que o direito à educação e à convivência social seja preservado.
O alerta ocorre justamente para que os pais estejam atentos, principalmente quando se trata de crianças pequenas, sem transformar relatos ainda não confirmados em fatos concretos.
Conselho reforça importância da responsabilidade coletiva
Durante a entrevista, os conselheiros ressaltaram que a proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e poder público.
O caso de São Félix permanece sem confirmação de tentativa de sequestro. Até o momento, conforme as informações apresentadas pelo Conselho Tutelar durante a entrevista, não há elementos suficientes para afirmar que o homem pretendia levar a criança.
A recomendação aos moradores é manter a atenção, acompanhar crianças pequenas durante seus deslocamentos e, diante de qualquer situação realmente suspeita, procurar imediatamente a Polícia Militar, a Polícia Civil ou o Conselho Tutelar.
A reportagem foi realizada pelo repórter Adriano Rivera, para o programa Diário da Notícia, da Rádio Paraguassú FM.
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