Em entrevista ao programa Diário da Notícia, vereador e ex-presidente do Legislativo cachoeirano também afirmou que três nomes da base da prefeita Eliana Gonzaga já se movimentam pela presidência da Câmara para o biênio iniciado em 2027.
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| Foto: Divulgação |
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Um dos principais pontos abordados por Laelson foi a possibilidade de Josmar disputar a Prefeitura de Cachoeira nas próximas eleições municipais. O vereador afirmou entender que a legislação eleitoral impediria a candidatura do atual presidente da Câmara, por ele ser esposo da prefeita Eliana Gonzaga, que está no segundo mandato consecutivo.
Segundo Laelson, a situação estaria relacionada à regra constitucional que impede a continuidade de determinados familiares do chefe do Executivo em uma sucessão para um terceiro mandato consecutivo.
“Não adianta forjar uma separação e arrumar um novo casamento para se tornar candidato a prefeito”, afirmou Laelson durante a entrevista.
O vereador também fez referência à declaração de bens apresentada por Josmar à Justiça Eleitoral, mencionando a existência de um imóvel registrado em copropriedade entre o vereador e a prefeita. Para Laelson, o documento seria um dos elementos que demonstrariam a existência do vínculo conjugal entre os dois.
Debate sobre eventual separação
Durante a entrevista, Laelson também comentou as especulações envolvendo uma possível separação entre Josmar e Eliana Gonzaga. O parlamentar classificou como uma tentativa de contornar a legislação uma eventual separação seguida de novo casamento.
A questão, no entanto, envolve interpretação da legislação eleitoral e eventual análise pela Justiça Eleitoral. Uma eventual alteração no estado civil, por si só, não elimina automaticamente todas as regras de inelegibilidade, sendo necessário analisar as circunstâncias concretas e a legislação aplicável no momento do registro de candidatura.
Laelson também mencionou declarações públicas e indiretas atribuídas aos dois políticos, utilizando as figuras de “serpente”, “rato” e “águia” como referências ao atual ambiente de disputa política dentro do grupo governista.
Disputa pela presidência da Câmara
Outro assunto central da entrevista foi a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Cachoeira.
De acordo com Laelson, a base da prefeita Eliana Gonzaga possui atualmente nove vereadores, enquanto três parlamentares — ele próprio, Angélica Sapucaia e Cristiano — não integram a base governista.
O vereador afirmou que, apesar da maioria governista, existem atualmente pelo menos três nomes da base da prefeita interessados na presidência: Paulinho Leite, Dias e Moisés.
A eleição está prevista para ocorrer na próxima segunda-feira, e Laelson destacou que o cenário ainda pode sofrer alterações até o momento da votação.
“Só vai acabar quando tiver o voto de cada um, quando cada um decidir”, declarou.
O parlamentar também revelou que conversou com o vereador Cristiano sobre a possibilidade de os dois apresentarem uma candidatura conjunta à presidência da Câmara. Segundo Laelson, a decisão dependerá das articulações realizadas até o prazo de inscrição das candidaturas.
Dois votos podem ter peso na disputa
Na avaliação política apresentada pelo próprio Laelson durante a entrevista, os votos dele e de Cristiano podem adquirir importância diante da divisão existente entre os candidatos da base governista.
O vereador citou nominalmente Paulinho Leite, Dias e Moisés como os nomes que estariam buscando a presidência e afirmou que, diante de uma disputa fragmentada, os dois votos dos vereadores independentes podem ser relevantes para a formação de maioria.
A presidência da Câmara para o próximo período deverá assumir a condução do Legislativo a partir de 1º de janeiro de 2027.
Referência à eleição anterior
Laelson também voltou ao processo que resultou na 1ª eleição de Josmar Barbosa para a presidência da Câmara.
Segundo o vereador, houve uma disputa anterior envolvendo Josmar e o então vereador Leonardo Boaventura. Laelson afirmou que participou das articulações que contribuíram para a eleição de Josmar.
Na entrevista, ele relacionou aquela movimentação política ao processo que posteriormente levou Eliana Gonzaga à Prefeitura de Cachoeira, afirmando que a articulação em torno da presidência da Câmara teve reflexos no cenário político municipal.
Independência entre Legislativo e Executivo
Ao comentar a relação entre a Câmara e a Prefeitura, Laelson defendeu que o Poder Legislativo mantenha independência em relação ao Executivo.
Para o vereador, os dois poderes devem atuar de forma harmônica, mas sem que a Câmara fique subordinada às decisões da Prefeitura.
Ele também questionou o fato de Josmar, atual presidente da Câmara, ser esposo da prefeita Eliana Gonzaga, afirmando que essa relação pode gerar questionamentos sobre a independência do Legislativo.
Questionamentos sobre edital da eleição
No final da entrevista, Laelson afirmou ainda ter comunicado ao atual presidente da Câmara que considera haver problemas no edital publicado para a eleição da Mesa Diretora.
Segundo ele, o documento teria estabelecido critérios que não estariam previstos no Regimento Interno da Câmara.
Laelson classificou esses pontos como “vícios” no edital e afirmou que pretende acompanhar o desenrolar do processo até a votação.
A eleição da presidência da Câmara, portanto, chega à reta final marcada por uma disputa envolvendo diferentes nomes dentro da própria base governista, enquanto vereadores de oposição ou independentes podem desempenhar papel importante na definição do resultado.
As declarações sobre a possibilidade de candidatura de Josmar, por sua vez, representam a interpretação apresentada por Laelson durante a entrevista. A definição sobre eventual elegibilidade dependerá da legislação aplicável e, em caso de registro de candidatura, da análise da Justiça Eleitoral. Informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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