Vereador de Salinas da Margarida reitera questionamentos sobre contratos de eventos e levanta suspeitas de superfaturamento

Parlamentar apresentou valores de contratações de atrações musicais em outros municípios e cobrou explicações da administração municipal; segundo ele, documentos foram encaminhados ao Ministério Público.

Imagem: ilustração 
O vereador Dr. Max, do município de Salinas da Margarida, na Bahia, voltou a questionar publicamente os valores de contratos firmados pela prefeitura para a realização de festas e eventos. Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, o parlamentar levantou suspeitas de possíveis irregularidades e superfaturamento nas contratações de atrações musicais e cobrou esclarecimentos da administração municipal.

Em sua fala, Dr. Max afirmou que as cobranças são fundamentadas em documentos e comparações com contratos de outras cidades. O vereador apresentou exemplos de valores pagos por municípios a artistas e questionou as diferenças em relação aos cachês que, segundo ele, estariam sendo praticados em Salinas da Margarida.

O parlamentar também desafiou produtores, empresários, agenciadores e representantes de bandas a apresentarem contratos anteriores assinados por outras prefeituras, caso considerem incorretas as comparações feitas por ele.

“Venha aqui, agora traga os contratos anteriores com a prefeitura do município A, com a prefeitura do município B, com a prefeitura do município C, porque de boca só beijo”, declarou o vereador durante o pronunciamento.

Vereador compara cachês pagos por outros municípios

Entre os exemplos citados por Dr. Max estão contratos envolvendo apresentações musicais em Itabuna e em municípios da região do Baixo Sul da Bahia.

De acordo com os dados apresentados pelo parlamentar, uma contratação em Itabuna, datada de 16 de junho de 2026, teria sido realizada pelo valor de R$ 130 mil. Ele também mencionou um contrato da cantora Simone Moreno com a Prefeitura de Itabuna, datado de 22 de setembro de 2026, no valor de R$ 150 mil.

Outro contrato citado pelo vereador, referente a uma apresentação de Simone Moreno em um município do Baixo Sul, teria sido firmado em 21 de maio, pelo valor de R$ 130 mil.

A partir dessas comparações, Dr. Max questionou por que determinadas atrações receberiam valores superiores em Salinas da Margarida, mencionando cachês de R$ 150 mil, R$ 180 mil e até quantias maiores, enquanto contratos de outras cidades apresentariam valores inferiores.

Festival do Marisco também foi mencionado

Durante a sessão, Dr. Max direcionou parte das críticas às contratações relacionadas ao Festival do Marisco de Salinas, evento tradicional do município.

O vereador afirmou que o Ministério Público acompanhará os contratos e declarou que eventuais irregularidades poderão comprometer a realização da festa.

“Se tiver irregularidade, este festival não vai acontecer”, afirmou o parlamentar, ao comentar a fiscalização das despesas previstas para o evento.

Dr. Max também mencionou valores que, segundo ele, podem chegar a R$ 500 mil, R$ 600 mil ou R$ 700 mil em contratos de atrações nacionais. Ele defendeu que os gastos sejam explicados e que a população tenha acesso às informações sobre a aplicação dos recursos públicos.

Documentos teriam sido encaminhados ao Ministério Público

O vereador afirmou que a documentação levantada durante sua atuação parlamentar é encaminhada ao Ministério Público após os pronunciamentos na tribuna.

“Eu estou falando as coisas com base em provas, em documentação”, declarou Dr. Max, ao reiterar que continuará cobrando esclarecimentos sobre os contratos.

O parlamentar também questionou a destinação dos recursos públicos e afirmou que a população de Salinas da Margarida precisa conhecer os critérios utilizados pela prefeitura para definir os valores pagos às atrações musicais.

Na mesma fala, ele declarou que o Ministério Público já teria adotado providências relacionadas ao caso. Até o momento, porém, não foram apresentados, no material que embasa esta reportagem, detalhes sobre eventuais procedimentos instaurados, decisões ou conclusões do órgão ministerial.

Necessidade de esclarecimentos

As declarações do vereador colocam em discussão a transparência das despesas municipais com eventos festivos. A comparação entre contratos públicos pode servir de ponto de partida para a fiscalização, mas a identificação de eventual superfaturamento depende da análise dos documentos, das condições de contratação e dos serviços efetivamente prestados.

As suspeitas levantadas por Dr. Max não representam, por si só, a comprovação de irregularidades. Para uma avaliação conclusiva, é necessário verificar os contratos mencionados, seus objetos, valores, datas e demais condições, além de eventuais manifestações dos órgãos de controle.

A Prefeitura de Salinas da Margarida não apresentou, até o momento, um posicionamento sobre as acusações. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal e dos demais envolvidos nas contratações citadas.

O vereador encerrou o pronunciamento afirmando que continuará cobrando respostas e aguardando explicações sobre os valores pagos pela prefeitura para a realização de festas e eventos no município.

Assista o pronunciamento do vereador Dr. Max:

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