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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou que nenhum
acordo de longo prazo para finalizar a guerra na Faixa de Gaza será
aceito, a menos que os governantes do território do Hamas parem de
autorizar disparos e lançar foguetes contra Israel. A declaração foi
feita no momento em que representantes de Israel e da Palestina
retomaram as negociações indiretas no Cairo para o fim da guerra. "Se o
Hamas pensa que continuar a lançar foguetes irá nos forçar a fazer
concessões, este é um erro", disse o líder israelense no início de uma
reunião semanal, em seu gabinete. "Se o Hamas pensa que nós não podemos
aguentar por um longo prazo, este é um erro". Um cessar-fogo de cinco
dias entre Israel e Hamas está marcado para terminar à meia-noite de
segunda-feira, no horário local, e não há indicações de que ambos estão
próximos de fechar um acordo para acabar com o conflito. Este é
considerado o terceiro maior confronto militar entre Israel e Hamas
desde 2007. Israel rejeitou 10 pontos de um acordo feito por mediadores
egípcios na sexta-feira. Segundo o plano, o Hamas seria obrigado a parar
de lançar foguetes e morteiros a partir de Gaza. Em troca, Israel teria
que reconhecer o governo formado em junho pelo Hamas e Fatah, a facção
política que domina a Autoridade Palestina e governa a Cisjordânia. O
plano também pedia um atraso de um mês nas discussões sobre a construção
de um porto e um aeroporto na Faixa de Gaza, além do pedido de Israel
de retorno dos restos mortais de Oron Shaul e Hadar Goldin, os dois
soldados israelenses mortos durante os combates em Gaza.
Agência EFE