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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Tráfico humano: prostituição alicia mulher; trabalho escravo, homem

Foto: Reprodução
Um crime invisível. Tudo começa com uma promessa ou uma contrapartida. Pessoas em situação de vulnerabilidade, que podem ser homens, mulheres e crianças, recebem propostas de melhores condições de vida e quando percebem se veem submetidas a exploração. Em sua maioria, mulheres para fins sexuais e homens para trabalho escravo.

De acordo com especialistas, o tráfico de pessoas é um dos crimes com maior índice de subnotificação. “As pessoas aliciadas se deslocam voluntariamente pelo território nacional ou internacional e o crime só se torna visível quando as vítimas se tornam reféns em cárcere privado”, diz Thiago Tavares, diretor presidente da Saferner, ONG que atua no combate de crimes cibernéticos. 

Números da organização apontam que somente em 2017 foram realizadas 595 denúncias com indícios de tráficos de pessoas. Nos últimos 12 anos, a ONG recebeu 13.700 denúncias de tráfico humano. Tavares estima, no entanto, que esse número seja 900% maior do que o retratado. “Só o recrutamento e o deslocamento já são considerados crimes”, diz.

Em contrapartida, um relatório produzido pela Rede de Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, ligada ao Ministério da Justiça, afirma que no primeiro semestre de 2017, foram acompanhados 48 possíveis casos de tráfico de pessoas, que podem envolver mais de uma vítima. O estudo contabilizou também 133 pessoas atendidas. Rotas As rotas utilizadas pelo tráfico de pessoas ocorrem tanto de dentro do país para o exterior quanto em território nacional. Segundo o Ministério da Justiça, elas têm caráter dinâmico e são modificadas ou descartadas a partir do momento que chamam a atenção das autoridades policiais.

Fonte: R7
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