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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Ricos, heteros e eleitores de Bolsonaro lideram defesa da posse de arma, diz Datafolha

Foto: Divulgação
A maioria dos brasileiros é contrária à liberação da posse de armas de fogo, segundo pesquisa do Datafolha. Esse total aumentou desde outubro e chegou a 61% em dezembro. Mas a avaliação do tema não é uniforme entre os entrevistados. As mulheres, por exemplo, tendem a ver as armas de forma mais negativa: 71% delas são contrárias à posse, enquanto apenas 51% dos homens têm a mesma opinião. Por outro lado, o apoio à liberação cresce entre os mais escolarizados e os mais ricos.

A orientação sexual também pesa nessa avaliação. Entre homossexuais, 77% consideram que as armas devem ser proibidas, taxa que cai para 59% entre heterossexuais. Para a maioria dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL), possuir uma arma deveria ser um direito. A ideia é defendida por 53% das pessoas que declararam ter votado no candidato em 2018.

Esse índice cai para 16% entre os eleitores de Fernando Haddad (PT). A opinião varia ainda de acordo com religião, afinidades partidárias e região do país. Para a pesquisa Datafolha, foram entrevistadas 2.077 pessoas em 130 municípios, entre 18 e 19 de dezembro de 2018. Durante o período eleitoral, o agora presidente eleito, Bolsonaro falou em revogar o Estatuto do Desarmamento.

Agora, neste sábado (29), afirmou que pretende assinar um decreto para permitir a posse de arma a todas as pessoas sem ficha criminal, além de tornar o registro definitivo, sem a necessidade de renovações, como hoje. Veja dez curiosidades do levantamento com a opinião dos brasileiros sobre o assunto: 1 - Mulheres são mais contrárias às armas. Entre as mulheres, 71% acham que as armas devem ser proibidas, percentual que cai para 51% entre homens. Apenas 27% delas acreditam que ter armas é um direito do cidadão, algo defendido por 47% dos homens. 2- Heterossexuais são mais favoráveis às armas. Homossexuais e bissexuais tendem a ver as armas de forma mais negativa do que heterossexuais. 3 - Quanto mais anos de estudo, maior a defesa da liberação Dentre entrevistados com ensino superior, 41% defendem que ter armas é um direito, percentual que cai para 34% entre pessoas com ensino fundamental. 4 - Apoio às armas é maior entre os mais ricos. Entre pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos, 54% defendem o direito à posse. Já entre entrevistados com renda familiar mensal de até 2 salários mínimos, são apenas 32%. 5 - O Sul tem a opinião mais positiva em relação às armas.

O Sul é a região mais favorável à liberação da posse no país, com 47%. Na outra ponta, o Nordeste é a mais contrária, com 32%. 6 - No interior, pessoas são mais favoráveis à liberação. No interior, 59% das pessoas acham que as armas devem ser proibidas. Esse índice sobe para 65% nas capitais. 7 - Indígenas são os que mais defendem o direito de ter armas . Os indígenas são os que mais acreditam que a posse deve ser liberada, com 45%, seguidos dos brancos, com 41%. 8 - 53% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) são a favor da posse de armas. Entre os que declararam ter votado em Bolsonaro na última eleição, o direito de possuir uma arma é defendido por 53%. O percentual cai para 16% entre eleitores de Fernando Haddad (PT). 9 - Entre pessoas que preferem o PSL a outros partidos, a taxa de favoráveis às armas sobe para 80% Já entrevistados com afinidade ao PT são os que menos apoiam a liberação: apenas 17% consideram a posse de armas como um direito.

10 - Neopentecostais são os que mais apoiam o direito às armas. A opinião varia também entre fiéis de diferentes religiões. Os evangélicos neopentecostais são os mais favoráveis à liberação, com 43%, seguidos dos evangélicos tradicionais, com 38%.

Fonte: Bahia Notícias
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