Analytics

menu

Image Map

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Projeto que proíbe arrastão na quarta de cinzas de Salvador prevê multa de R$ 500 mil que servirá para conservar prédios religiosos

Foto: Henrique Mendes/ G1 Bahia
O Projeto de Lei (PL) 45/16, que proíbe o tradicional arrastão na quarta-feira de cinzas do carnaval de Salvador por conta da quaresma e foi recentemente aprovado pela Câmara de Vereadores, prevê uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da determinação.

Segundo o texto, o dinheiro arrecadado servirá para conservar, recuperar e melhorar prédios religiosos do município. O projeto foi votado na quarta-feira (11) e recebeu 38 votos a favor, 2 contra e 1 abstenção. O texto está em processo de redação final e deverá ser remetido para a Prefeitura na próxima semana. Após o recebimento, o prefeito ACM Neto terá 15 dias para decidir se veta ou sanciona a lei.

Se for sancionada, a determinação já deve valer para o carnaval de 2020. O G1 teve acesso ao documento nesta quinta-feira (12) e detalha pontos importantes. Segundo o texto, de autoria do vereador Henrique Carballal (PV), nos últimos anos, a festa impediu a realização da missa que abre a preparação para a páscoa cristã ao causar o fechamento das igrejas localizadas no percurso dos foliões.O texto gerou polêmica entre foliões e artistas na cidade.

Nesta quinta-feira (12), Daniela Mercury, que, entre outros cantores baianos, já participou do arrastão, gravou um vídeo para a TV Bahia comentando a aprovação do projeto na Câmara. A artista diz que é contra e cita a laicidade do país para rebater o texto. "Eu estou sentida com essa notícia que a Câmara de Vereadores decidiu não haver mais arrastão. Não consigo compreender essa decisão, sendo a cidade tão diversa, com uma população que tem muitas crenças e em um país laico.

Então, eu gostaria de lembrar que [o arrastão] também se tornou um momento em que as pessoas que trabalham durante o carnaval têm para se divertir. Fica aqui o meu pedido e o meu clamor para que possamos continuar a fazer um arrastão espontâneo, como sempre foi, para que o carnaval tenha seu dia de confraternização", conta Daniela.

Já a Associação de Moradores e Amigos da Barra (AMABARRA), bairro onde o arrastão é realizado, por meio da representante Sônia Garrido, diz que é a favor da proibição do arrastão, mas sustenta uma motivação diferente da apontada pelo projeto de lei. Em entrevista ao G1, o presidente do Conselho Municipal do Carnaval (ComCar), Jairo da Mata, também afirmou ser a favor do final da festa. Segundo da Mata, o arrastão demanda esforços, como segurança pública, e não dá tanto retorno para o setor público como o carnaval.

Fonte: G1
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Facebook