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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Irmã Dulce já está incluída na esfera de culto à memória da Igreja Católica

Foto: Reprodução
Ao longo da Praça de São Pedro, assim como acontece na Basílica do Bonfim, o assédio de ambulantes é enorme: de bijuterias a tecidos indianos e africanos (quase que eu faço uma bobagem, mas na última hora me lembrei quantos reais valem apenas um euro).

Mas o que sobressai mesmo é a oferta de tickets guiados para visitar a Basílica de São Pedro e outros pontos imperdíveis. Eu decidi enfrentar a fila para a entrada gratuita e valeu muito a pena. A espera não foi tão extensa como os guias de viagem costumam apontar: cerca de 20 minutos. Para a Igreja Católica memória é fundamental. A própria canonização dos santos tem este objetivo: não esquecer de pessoas que podem servir de exemplo sobre a doutrina e ensinamentos católicos.

A sede do catolicismo, portanto, é uma igreja-museu. Obras de arte, especialmente do renascimento, misturam-se aos monumentos fúnebres dos papas, como na Capela da Apresentação da Virgem. Além da reprodução de 1728 de uma pintura feita por Francesco Romanelli em 1642 é possível visualizar o altar em bronze onde repousa o corpo do Papa Pio X (1903-1914) que foi canonizado em 1954. Mas dentre as homenagens fúnebres a papas a campeã de visitas é a Capela de São Sebastião onde está o túmulo de São João Paulo II.

Dono de um pontificado longo (27 anos), João Paulo II teve um governo marcado por esforços em várias áreas com destaque para o diálogo interreligioso e viagens ao redor do mundo. Em Salvador ele esteve duas vezes e nelas encontrou irmã Dulce. Ele sempre demonstrou um carinho especial pela causa de canonização da religiosa baiana, pois defendia que a Igreja precisava de santos modernos. No interior da basílica também está a Pietá. A obra do século XV mostra Maria amparando o corpo do filho recém crucificado em mármore.

É considerada a única peça assinada de Michelangelo e foi encomendada pelo cardeal francês Jean de Bilheres para enfeitar seu monumento funerário, mas no século XVIII foi transferida para a atual capela na Basílica de São Pedro. Em 1972, após um ataque, a obra passou a ter uma proteção de vidro à prova de bala. A partir do próximo domingo, a baiana Irmã Dulce estaria oficializada nesta memória de funcionalidades e resistência do catolicismo.

Fonte: A Tarde
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