A acusação sustentou que os condenados integravam uma organização criminosa com atuação na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ligada à exploração de territórios por milícias
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| Fotos: Agência Câmara e Alerj |
Ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão foi apontado como um dos mandantes do crime. De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ele teria ordenado a execução de Marielle em razão de interesses econômicos relacionados à regularização fundiária em áreas da capital fluminense dominadas por milícias.
Seu irmão, Francisco Brazão, o Chiquinho, era vereador do Rio de Janeiro à época do atentado. Segundo a PGR, os dois atuaram em conjunto na decisão de eliminar a parlamentar. Marielle, que também exercia mandato na Câmara Municipal, mantinha embates políticos com os irmãos em torno de projetos ligados à regularização urbana e ao uso e ocupação do solo.
A acusação sustentou que os condenados integravam uma organização criminosa com atuação na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ligada à exploração de territórios por milícias, à grilagem de terras e à formação de currais eleitorais. O Ministério Público afirmou que o crime teve motivação política e econômica, diante da atuação firme da vereadora em pautas relacionadas a direitos humanos, fiscalização do poder público e enfrentamento à expansão de grupos paramilitares.
O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes teve repercussão internacional e se tornou símbolo da luta contra a violência política no Brasil. A decisão do STF representa um desdobramento importante no caso, que há anos mobiliza investigações e cobranças por responsabilização dos envolvidos.
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