Moisés Lago frisou que sua fala na Câmara foi em defesa da regulamentação
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| Foto: Divulgação |
Geração de emprego e renda
Ao justificar sua posição, Moisés Lago afirmou que a defesa não é pelo uso desordenado de som automotivo, mas pela regulamentação da atividade. Segundo ele, os paredões representam uma importante cadeia produtiva que movimenta a economia local.
“O paredão gera emprego e renda. Não é só quem está ali tocando o som. Tem quem fabrica a caixa, quem vende o fio, o parafuso, as peças, os ambulantes, donos de quiosques, pessoas que trabalham com isopor nas festas. É uma cadeia grande”, declarou.
O vereador destacou ainda que, em meio aos altos índices de desemprego na Bahia e no Brasil, eventos organizados ajudam famílias que dependem da comercialização em festas e encontros populares.
Defesa da regulamentação
Moisés Lago frisou que sua fala na Câmara foi em defesa da regulamentação, com definição de limites de decibéis e organização prévia dos eventos, e não da liberação irrestrita de sons nas praças.
“Não defendemos som jogado de qualquer jeito, causando poluição sonora ou desrespeitando as pessoas. Defendemos organização, cumprimento da lei e respeito aos limites”, afirmou.
Ele também declarou ser contra músicas que desrespeitem mulheres e reforçou a necessidade de diálogo com comerciantes, donos de bares e proprietários de paredões para garantir equilíbrio entre lazer e ordem pública.
Divergência com Pedro Erivaldo
Sobre as críticas feitas por Pedro Erivaldo, que mencionou a problemática sonora e possíveis danos auditivos, além da ausência do vereador em reuniões do CONSEG, Moisés respondeu que mantém respeito pessoal, mas diverge do posicionamento político.
Segundo Lago, ele opta por não participar de determinados encontros por entender que não há ambiente propício ao diálogo. “O que precisamos é conversar com a comunidade e organizar a atividade. Não é confronto, é construção”, pontuou.
Questionamento sobre projetos na Câmara
A entrevista também abordou declarações de que vereadores não estariam recebendo projetos com antecedência para análise. Como vice-presidente da Mesa Diretora, Moisés Lago negou irregularidades.
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Ele afirmou que os projetos são encaminhados via sistema interno e grupos oficiais, além do suporte das assessorias parlamentares. De acordo com o vereador, o episódio recente pode ter sido resultado de erro de digitação, sem maiores prejuízos ao trâmite legislativo.
Proposta de diálogo ampliado
O vereador defendeu a realização de reuniões que incluam donos de paredões, vereadores, Prefeitura, Ministério Público e demais órgãos competentes para discutir uma regulamentação que contemple todos os envolvidos.
“Não pode usar os paredões em época de campanha política e depois tratar como vandalismo. Precisamos sentar e organizar de forma justa”, declarou.
A discussão sobre os paredões promete continuar gerando debates no Legislativo municipal, dividindo opiniões entre segurança pública, saúde auditiva e geração de renda na Cidade Histórica do Recôncavo Baiano. Informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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