No momento, duas comportas permanecem abertas para realizar o chamado controle de cheias, procedimento que permite a liberação gradual da água acumulada no reservatório
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| Foto: Adriano Rivera/Diário da Notícia |
Segundo Djair, a abertura das comportas faz parte das regras operativas da barragem e ocorre sempre que o nível do reservatório ultrapassa determinadas cotas estabelecidas para garantir a segurança do sistema e das cidades situadas ao longo do rio.
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No momento, duas comportas permanecem abertas para realizar o chamado controle de cheias, procedimento que permite a liberação gradual da água acumulada no reservatório.
“Quando o lago ultrapassa um determinado nível, somos obrigados a fazer esse controle. A água é liberada de forma gradual, respeitando a capacidade do rio, justamente para evitar que um grande volume seja liberado de uma só vez”, explicou o gerente.
Monitoramento das chuvas
De acordo com Djair, a decisão sobre o fechamento das comportas depende diretamente do comportamento das chuvas e da quantidade de água que chega ao reservatório.
Apesar de as afluências — volume de água que entra no lago — já apresentarem redução nos últimos dias, a equipe técnica da usina continua monitorando a situação antes de qualquer decisão sobre encerrar a operação.
“Ainda não temos uma previsão de fechamento das comportas. Vamos continuar monitorando as chuvas e a vazão que chega ao reservatório. Se o cenário atual se mantiver, pode ser que essa operação continue por mais cerca de 15 a 20 dias, mas isso depende das condições climáticas”, afirmou.
Segurança da barragem
Durante a entrevista, Djair também reforçou que a barragem é considerada segura e que as operações seguem protocolos técnicos rigorosos.
Segundo ele, não há qualquer indicativo de risco estrutural na barragem. A abertura das comportas, neste caso, faz parte justamente de uma medida preventiva de gestão do reservatório.
“A barragem é extremamente segura. Não há risco algum que vislumbramos neste momento. Esse procedimento é parte da nossa operação normal para garantir o controle do nível do lago e a segurança das cidades abaixo da barragem”, disse.
Importância regional
O reservatório da barragem possui papel estratégico para diversas cidades do Recôncavo Baiano. Além de ajudar no controle de cheias, ele também é responsável por múltiplos usos da água.
Entre eles estão o abastecimento humano, a irrigação agrícola e a geração de energia elétrica. Grande parte da água utilizada no abastecimento da região metropolitana de Salvador também depende do sistema associado à barragem.
Além disso, as operações da usina influenciam diretamente cidades situadas ao longo do rio, como Cachoeira, São Félix e Maragogipe, que acompanham atentamente as condições do reservatório, especialmente em períodos de chuvas mais intensas.
Preparação para simulado de emergência
A reunião realizada na usina também tratou da organização do simulado do Plano de Ação de Emergência da barragem, que deve acontecer na primeira quinzena de julho.
O encontro reuniu representantes da Defesa Civil, Guardas Civis Municipais, secretarias de Educação e outros órgãos públicos, com o objetivo de alinhar estratégias de atuação em caso de eventual emergência.
Durante o simulado, serão testados procedimentos como rotas de fuga, pontos de encontro e o papel de cada instituição envolvida na operação.
Segundo Djair, o treinamento é obrigatório para barragens desse porte e tem caráter preventivo, servindo para orientar a população e fortalecer a integração entre os órgãos responsáveis pela segurança da região. Informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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