O mês de abril dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
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| Foto: Divulgação |
Durante o evento, o Diário da Notícia entrevistou o pai atípico Augusto, conhecido popularmente como Gutão, que compartilhou sua vivência com o filho adolescente, destacando os desafios enfrentados no dia a dia e a importância do envolvimento paterno na criação de crianças com TEA.
Em sua fala, Gutão ressaltou que ainda é comum que pais se afastem após o diagnóstico, sobrecarregando as mães. Ele fez um apelo para que mais homens assumam seu papel de forma ativa e acolhedora. “A mãe de uma criança atípica sofre, e muitas vezes sofre sozinha. É preciso que o pai esteja presente, ajude, acolha e caminhe junto”, afirmou.
Gutão também destacou que, no caso de seu filho, a permanência no interior do Estado trouxe avanços significativos no desenvolvimento, principalmente com o suporte adequado de profissionais. Ele ainda comentou sobre o hiperfoco do filho, comum em pessoas com TEA, especialmente em temas como tecnologia, elevadores e carros.
O repórter Adriano Rivera destacou a atuação de Gutão como exemplo não apenas para São Félix, mas para todo o Recôncavo Baiano, evidenciando a importância de figuras paternas presentes na vida de crianças atípicas.
A programação também contou com a participação da nutricionista Enaira Vilas Boas, que abordou a seletividade alimentar, uma característica frequente em pessoas com autismo. Segundo ela, embora nem todas as crianças com TEA apresentem essa condição, a maioria enfrenta dificuldades na alimentação.
A profissional explicou que o trabalho nutricional envolve atividades lúdicas e sensoriais, além da atuação conjunta com outros especialistas, como fonoaudiólogos e terapeutas. “A gente busca introduzir novos alimentos de forma gradual, respeitando o tempo da criança e utilizando estratégias como a troca e o estímulo positivo”, explicou.
Enaira também destacou a importância do acompanhamento nutricional para identificar possíveis deficiências alimentares e, quando necessário, realizar suplementações. Ela informou que atende nas unidades de saúde dos bairros Dona Vivi, Centro e Pilar, orientando que os interessados procurem o agente comunitário ou a unidade mais próxima.
Encerrando sua participação, a nutricionista reforçou que a conscientização sobre o autismo deve ir além do mês de abril. “É um trabalho contínuo, que envolve profissionais, famílias e toda a sociedade. Precisamos compreender, respeitar e apoiar essa causa todos os dias”, concluiu.
A sessão especial reforçou o compromisso do município com a inclusão e o acolhimento, além de ampliar o debate sobre políticas públicas e ações voltadas às pessoas com TEA e suas famílias. Informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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