Adab realiza 1ª Caravana da Citricultura no Recôncavo Baiano

Promovida pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a ação chega à região para proteger os pomares locais, em sua maioria pertencentes à agricultura familiar

Foto: Divulgação 
O Recôncavo Baiano, reconhecido nacionalmente pela força de sua citricultura e pelo destaque na produção da lima ácida 'Tahiti' (popularmente conhecida como limão Tahiti) e de variedades de laranjas, recebe entre os dias 8 e 12 de junho a 1ª Caravana da Citricultura do Recôncavo.

Promovida pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), a ação chega à região para proteger os pomares locais, em sua maioria pertencentes à agricultura familiar, contra ameaças sanitárias que podem devastar a economia agrícola e o potencial de comercialização do território.

Essa nova etapa consolidada no Recôncavo ocorre após o grande sucesso da primeira edição da Caravana Fitossanitária, realizada no Litoral Norte e Agreste Baiano. Na ocasião, a mobilização percorreu com êxito municípios como Alagoinhas e Inhambupe, engajando comunidades rurais e aproximando a assistência da Adab dos pequenos produtores.

Juntos, o Litoral Norte e o Recôncavo formam os principais polos citrícolas da Bahia, estado que ocupa a quarta posição no ranking nacional de produção de citros.

Agora, trazendo os excelentes resultados da primeira experiência, as equipes técnicas estendem o circuito para Varzedo, Santo Antônio de Jesus, Sapeaçu, São Felipe, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Muritiba, Governador Mangabeira e Cabaceiras do Paraguaçu.

Durante o roteiro, o objetivo principal será compartilhar informações práticas sobre os sintomas, mecanismos de disseminação, prejuízos econômicos e formas de manejo do Cancro Cítrico e do HLB dos Citros (o greening). O impacto de uma eventual introdução do greening na Bahia poderia gerar prejuízos socioeconômicos à cadeia produtiva ao longo dos anos.

O cancro cítrico e o HLB (greening) comprometem severamente a produtividade dos pomares, depreciam o valor comercial dos frutos e levam à morte progressiva das plantas. A introdução e disseminação dessas doenças não afetam apenas a produção agrícola, mas desencadeiam efeitos em cadeia em toda a citricultura.

A perda do status de área livre representa risco direto à competitividade do estado, com impactos na comercialização, restrições fitossanitárias e aumento dos custos de produção.

Além disso, os prejuízos extrapolam o campo produtivo: reduzem a oferta de empregos, enfraquecem a economia local e comprometem a geração de renda em toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o setor de transporte, beneficiamento e comércio.

Nesse contexto, a conscientização dos produtores, viveiristas e demais atores do setor se configura como a primeira e mais importante linha de defesa, sendo essencial para a prevenção, detecção precoce e contenção dessas doenças.

As atividades serão direcionadas a toda a cadeia citrícola local: desde os agricultores familiares e responsáveis técnicos até engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, técnicos em agropecuária, transportadores e comerciantes.*

A estratégia busca criar uma rede de vigilância participativa, onde cada agente se torna capaz de identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita nos pomares.

A realização da caravana é coordenada pelo Programa Fitossanitário dos Citros da Diretoria de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV) e conta com o apoio institucional de cooperativas e empresas parceiras do setor privado. Essa união de esforços visa dar continuidade ao trabalho preventivo no estado, garantindo a sustentabilidade, o potencial de expansão mapeado pelos centros de pesquisa locais e a excelência da fruticultura baiana.

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