Durante uma audiência pública recente, representantes da empresa defenderam a retomada do fechamento da travessia da ponte a partir das 9h da noite para a realização dos serviços de manutenção.
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| Foto: Adriano Rivera/Diário da Notícia |
Segundo Hadson, durante uma audiência pública recente, representantes da empresa defenderam a retomada do fechamento da travessia a partir das 9h da noite para a realização dos serviços de manutenção. O vereador afirmou ter ficado surpreso com o posicionamento e destacou que participou do encontro para representar os interesses da população de São Félix e Cachoeira.
“O que me levou à audiência pública foi a defesa do povo, dos estudantes, dos comerciantes, dos trabalhadores e de todos que dependem da ponte diariamente. Não fui lá para defender interesses da empresa, mas sim da comunidade”, declarou.
O parlamentar lembrou que, em 2017, o horário de interdição da ponte foi discutido e aprovado em reuniões envolvendo representantes dos municípios. No entanto, ressaltou que a realidade atual é diferente e exige soluções que garantam a mobilidade e a segurança da população.
Hadson citou os prejuízos causados pelos bloqueios prolongados, especialmente para motoristas, estudantes e usuários dos serviços públicos. Ele também destacou os impactos nas áreas de saúde e segurança pública, apontando que situações emergenciais podem ser comprometidas pela dificuldade de deslocamento entre São Félix e Cachoeira.
“O direito de ir e vir da população não pode ser prejudicado. Uma ambulância, um reforço policial ou qualquer situação de urgência pode ser afetada por essas restrições”, afirmou.
Durante o discurso, o vereador criticou a ausência de representantes da VLI em debates promovidos pela comunidade e pelo Legislativo. Segundo ele, a empresa não respondeu a ofícios encaminhados pela Câmara e manteve pouca comunicação com os municípios ao longo dos anos de execução das obras.
“Qual foi a vez que a VLI esteve nesta Casa para dialogar com os vereadores? Nenhuma. Não respondeu aos ofícios, não respondeu à comunidade e agora quer discutir novamente o retorno do fechamento da ponte por longos períodos”, questionou.
Hadson também defendeu que os prefeitos de São Félix e Cachoeira mantenham a posição contrária à ampliação dos horários de interdição da ponte. Para ele, qualquer mudança deve considerar os impactos diretos na vida da população e ser amplamente debatida com a sociedade.
Outro ponto levantado pelo vereador foi a lentidão das obras de recuperação da estrutura histórica. Ele observou que, apesar de alguns avanços recentes, como a execução de serviços de pintura, a população ainda percebe um ritmo considerado lento diante do tempo já transcorrido desde o início da intervenção.
“Já estamos falando de quase uma década de obras. Agora vemos algum progresso, mas durante muito tempo as intervenções caminharam a passos muito curtos. Enquanto isso, a população paga um preço alto, convivendo diariamente com transtornos e limitações”, afirmou.
O vereador ainda questionou a gestão dos recursos destinados à recuperação da ponte e citou as mudanças de empresas envolvidas na execução dos trabalhos ao longo dos anos. Para ele, a demora na conclusão da obra gera preocupação e reforça a necessidade de maior transparência e prestação de contas à sociedade.
A Ponte Dom Pedro II é uma das principais ligações entre os municípios de São Félix e Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e sua recuperação tem sido acompanhada com atenção por moradores, comerciantes e autoridades da região devido aos impactos diretos na mobilidade e na economia local.
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