Além do crime de corrupção, o ex-dirigente foi condenado por desvio de recursos públicos, oferta de suborno, apropriação indevida de fundos, abuso de poder e lavagem de dinheiro
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| Foto: Reprodução / China Central Television (CCTV) |
Segundo a sentença, Yang utilizou os cargos que ocupou entre 1993 e 2023 para favorecer empresas e pessoas em projetos de desenvolvimento, operações comerciais, concessões, transferências de terras e obtenção de financiamentos, recebendo grandes quantias em dinheiro e bens em troca desses benefícios.
Além do crime de corrupção, o ex-dirigente foi condenado por desvio de recursos públicos, oferta de suborno, apropriação indevida de fundos, abuso de poder e lavagem de dinheiro. A decisão também determina o confisco de todo o patrimônio pessoal, a perda dos direitos políticos por toda a vida e a recuperação dos valores obtidos ilegalmente.
Durante o julgamento, Yang admitiu os crimes, declarou arrependimento e colaborou com as investigações ao fornecer informações sobre outros envolvidos. Apesar da confissão e da cooperação, o tribunal entendeu que a gravidade dos delitos, o montante extraordinário das propinas e os prejuízos causados aos interesses do Estado e da população justificavam a aplicação da pena máxima.
O processo contou com audiências públicas realizadas entre março e abril deste ano, nas quais acusação, defesa e o próprio réu apresentaram argumentos e contestaram provas perante a Justiça chinesa.
O caso faz parte da ampla campanha anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping desde 2012, que já levou à investigação e punição de milhares de autoridades e dirigentes públicos. Embora a pena de morte para crimes de corrupção seja considerada incomum, ela continua prevista na legislação chinesa para casos classificados como de extrema gravidade, especialmente quando envolvem cifras bilionárias e grandes prejuízos ao Estado. Com informações do UOL.
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