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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Maragogipe: Irmãs mortas por suspeita de envenenamento foram exumadas; não foi preciso remover corpos

Fotos: Reprodução | G1
A irmã de Greicy Kelly Santos da Conceição também foi exumada nesta quarta-feira (5), na cidade de Maragogipe, no Recôncavo da Bahia, segundo informações da Polícia Civil. As mortes das garotas e da mãe delas são investigadas por suspeita de envenenamento.

A família teve um mal-estar com sintomas parecidos em um intervalo de menos de 15 dias. O caso ocorreu entre julho e agosto deste ano. Durante o período, o cachorro de estimação das vítimas também morreu. O pai das meninas é o único sobrevivente da família.

Inicialmente, a polícia tinha divulgado apenas a exumação de Greicy Kelly, que tinha 5 anos e foi a primeira a morrer. No entanto, durante a realização do procedimento, na manhã desta quarta, o delegado Marcos Veloso, responsável pela investigação, informou que a irmã da menina, Ruth Santos da Conceição, de 2 anos, também seria exumada.

O procedimento foi realizado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), na manhã desta quarta, no Cemitério de Nagé, povoado de Maragogipe, onde a família foi enterrada. Não foi preciso fazer a remoção dos corpos. Os técnicos colheram amostras no local e levaram para análise.

A primeira a ser exumada:

Começou por volta das 10h30 desta quarta-feira (5), no Cemitério de Nagé, povoado de Maragogipe, no recôncavo da Bahia, a exumação do corpo de Greicy Kelly Santos da Conceição. A menina morreu no dia 30 de julho, aos 5 anos, e em menos de 15 dias, a irmã mais nova e a mãe também morreram apresentando os mesmos sintomas de Greicy.

Como ela foi a primeira a morrer, o caso dela foi classificado como morte natural. Só após o falecimento da irmã e da mãe foi que a polícia passou a suspeitar de envenenamento. Por isso, o delegado Marcos Veloso, que investiga o caso, pediu a exumação do corpo, e foi atendido pela Justiça.

Estiveram presentes na exumação o delegado Marcos Veloso, o coveiro do cemitério, uma parente da família e diversos profissionais do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Não foi necessário levar o corpo à sede do DPT. Os profissionais recolheram o material necessário no próprio cemitério.
O caso:

A primeira morte registrada foi a de Greicy Kelly, no dia 30 de julho. A menina chegou a ser levada para o um hospital na cidade de São Félix, ao lado de Maragogipe, mas não resistiu.

Em seguida, no dia 6 de agosto, a irmã dela, Ruth Santos da Conceição, de 2 anos, também passou mal. No dia 13 de agosto, a mãe das meninas, Adriane Ribeiro Santana Santos, também teve um mal-estar. As duas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maragogipe, mas também não resistiram.

O único sobrevivente da casa é o marido da vítima e pai das crianças, identificado como Jeferson Brandão, que deixou o imóvel após o caso. Ele já foi ouvido pela polícia. De acordo com o delegado Marcos Veloso, o homem estava abalado e negou envolvimento nas mortes. Informações do G1.
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