Em entrevista ao repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia, o pastor-presidente da Associação de Pastores de Cachoeira, Papita, explicou que a proposta foi encaminhada ao presidente da Câmara Municipal
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| Foto: Divulgação | Prefeitura de Cachoeira |
Em entrevista ao repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia, o pastor-presidente da Associação de Pastores de Cachoeira, Papita, explicou que a proposta foi encaminhada ao presidente da Câmara Municipal, o vereador Josmar Barbosa, para apreciação do Legislativo.
Segundo o pastor, a ideia não é transformar o espaço em uma área exclusiva para evangélicos, mas dar uma nova nomenclatura à praça, reconhecendo a importância da Bíblia como referência para diferentes tradições religiosas.
“É uma proposta que contempla todos os credos. A praça continuaria sendo um espaço democrático, onde seguiriam acontecendo as manifestações culturais e populares que já fazem parte da história do Jardim Grande”, destacou.
Papita citou como referência a cidade de Muritiba, que já possui uma Praça da Bíblia e onde, segundo ele, convivem celebrações religiosas e eventos populares no mesmo espaço, mostrando que uma nova identidade para o local não impediria a realização do São João e outras festividades tradicionais em Cachoeira.
Além da mudança simbólica do nome, a proposta também prevê, futuramente, a instalação de um monumento — como uma Bíblia aberta — semelhante ao existente em Muritiba. A ideia seria criar um marco físico que representasse a proposta e servisse também como espaço para manifestações de fé e pregações.
O pastor ressaltou ainda o papel social das igrejas evangélicas no município, destacando ações de acolhimento e recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade, além da forte presença religiosa em Cachoeira.
De acordo com ele, o município possui mais de 120 igrejas, incluindo zona rural e pontos de pregação, o que reforçaria, na visão da associação, a legitimidade da proposta.
Durante a entrevista, Papita também observou a grande concentração de templos em algumas regiões da cidade e sugeriu que novas igrejas possam alcançar outras comunidades que ainda não possuem presença religiosa organizada.
A iniciativa agora depende da análise do poder público e, caso avance, deverá passar pela apreciação dos vereadores.
A proposta já desperta debate entre moradores e lideranças locais sobre identidade cultural, convivência inter-religiosa e o significado simbólico dos espaços públicos.
A pergunta agora fica para a população cachoeirana: o Jardim Grande deve se tornar oficialmente a Praça da Bíblia? O tema promete render discussões nos próximos meses. Informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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