Juliane trabalhava como doméstica e morreu após cair no poço de um elevador em um prédio localizado no bairro da Pituba, área de classe média alta da capital baiana.
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| Imagem: Reprodução | Olha a Pititinga |
Em entrevista concedida à Rádio e TV Web Olha Pititinga, dona Jeane relatou o sofrimento enfrentado desde o acidente que tirou a vida da filha no dia 18 de dezembro de 2023. Juliane trabalhava como doméstica e morreu após cair no poço de um elevador em um prédio localizado no bairro da Pituba, área de classe média alta da capital baiana.
Segundo informações divulgadas na época, o acidente aconteceu por volta das 17h, logo após Juliane encerrar o seu primeiro dia de trabalho em um apartamento situado no quarto andar do edifício, localizado entre as ruas Vereador Maltez Leone e Ceará.
De acordo com relatos, a queda foi de aproximadamente sete metros, devido à estrutura da garagem do prédio. Desde então, familiares convivem com o luto e a espera por uma definição judicial.
Durante a entrevista, dona Jeane afirmou que tanto ela quanto o viúvo de Juliane contrataram advogados para acompanhar o caso. No entanto, segundo ela, as respostas recebidas até agora são sempre as mesmas: de que o processo permanece “na mesa do juiz”.
A mãe desabafou sobre a demora no andamento do caso e questionou se a falta de uma solução estaria relacionada à condição social e racial da filha.
“Quero justiça”, declarou emocionada, ao comparar o caso de Juliane com outras ocorrências que, segundo ela, tiveram respostas mais rápidas por parte das autoridades.
O filho de Juliane, atualmente com 14 anos, também falou sobre as dificuldades enfrentadas após a perda da mãe. Na época da tragédia, ele tinha apenas 12 anos. O adolescente revelou que vem recebendo acompanhamento psicológico, mas afirmou que ainda sente falta de maior assistência e estrutura para enfrentar o trauma deixado pela tragédia.
Questionada sobre algum tipo de apoio recebido do município ou do Estado, dona Jeane afirmou que não recebe auxílio de nenhuma instituição pública.
Mesmo diante da dor que define como “interminável”, ela disse continuar firme na esperança de viver para ver a justiça ser feita pela morte da filha.
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