Jornalista, mulher preta e quilombola, Tâmile Conceição foi escolhida para representar a voz do município durante as celebrações da emancipação política de São Félix.
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| Foto: Reprodução | Arquivo Pessoal |
A indicação foi apresentada pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Ivonei Marques Lopes, conhecido como Ney da Boa Vista.
Nascida em São Félix, Tâmile Conceição é mulher preta e quilombola, com sua história diretamente ligada ao Quilombo Santo Antônio Vidal. Mãe de Antônio, filha de Antônia e Demétrio e neta de Lauríncia e Maximiano Conceição, ela traz na própria trajetória os vínculos com a memória, a cultura e as tradições transmitidas por sua família.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Tâmile é filha e neta de rezadeiras e devota de Santa Bárbara. A fé, a ancestralidade e os saberes populares fazem parte de sua formação e também influenciam sua atuação profissional.
Em seu trabalho como jornalista, Tâmile mantém um olhar especialmente voltado para as mulheres, a cultura e as manifestações tradicionais do Recôncavo Baiano. Sua atuação busca dar visibilidade a personagens, histórias, manifestações culturais e conhecimentos que, muitas vezes, não encontram espaço nos meios tradicionais de comunicação.
A escolha para representar oficialmente a palavra durante o 25 de Outubro ganha relevância justamente pela ligação de Tâmile com a história e a identidade de São Félix. Sua trajetória reúne jornalismo, cultura, ancestralidade e pertencimento comunitário — elementos que fazem parte da formação histórica do município.
A data magna de São Félix é marcada por celebrações que resgatam a memória e a importância histórica da cidade. Neste ano, a programação contará também com a representação de uma mulher nascida no município e ligada às suas raízes quilombolas e culturais.
A indicação de Tâmile Conceição como oradora oficial do 25 de Outubro representa, ainda, o reconhecimento da importância de ampliar os espaços de fala e valorização das mulheres, da cultura afro-brasileira, das comunidades quilombolas e dos saberes tradicionais na construção da memória de São Félix.
A informação foi divulgada pelo repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia.
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