Parlamentares da Bahia retiram apoio a proposta que adiava fim da escala 6x1 após repercussão negativa

Deputados federais da Bahia começaram a retirar suas assinaturas de uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados que previa adiar por dez anos o fim da escala de trabalho 6x1 e permitir jornadas semanais que poderiam chegar a 52 horas

Foto: Portal da Câmara dos Deputados
Deputados federais da Bahia começaram a retirar suas assinaturas de uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados que previa adiar por dez anos o fim da escala de trabalho 6x1 e permitir jornadas semanais que poderiam chegar a 52 horas. A mudança de posição ocorreu após forte repercussão negativa nas redes sociais e pressão popular. 

A proposta foi apresentada durante a tramitação da PEC 221/2019, que discute a redução da jornada de trabalho no Brasil. O texto defendia uma transição de dez anos para implementação das novas regras trabalhistas e incluía brechas para ampliação da carga horária semanal em determinadas situações. 

Leia também: Nove deputados da Bahia apoiam escala 6x1 e assinam proposta que amplia jornada de trabalho para 52 horas semanais

Segundo publicações divulgadas nas redes sociais e em veículos de imprensa, os deputados baianos que inicialmente apoiaram a proposta foram alvo de críticas após a divulgação da lista de assinaturas. Parte dos parlamentares alegou erro de assessoria ou afirmou que não concordava com o conteúdo final da emenda. 

Entre os nomes que solicitaram a retirada da assinatura estão Capitão Alden, Roberta Roma, João Carlos Bacelar, Arthur Oliveira Maia, Claudio Cajado, Diego Coronel e Rogéria Santos. 

Já os deputados José Rocha e Paulo Azi permaneceram entre os apoiadores da proposta, conforme listas divulgadas até o momento. 

O debate sobre o fim da escala 6x1 segue em discussão no Congresso Nacional e divide opiniões entre sindicatos, trabalhadores e representantes do setor empresarial. Movimentos sindicais e entidades trabalhistas defendem a redução da jornada sem diminuição salarial, enquanto parlamentares ligados ao setor produtivo alegam preocupação com impactos econômicos e operacionais. 

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