A proposta foi levada ao plenário e, na primeira votação, os vereadores presentes aprovaram por unanimidade a mudança do nome da praça. Entretanto, após a repercussão negativa e os debates nas redes sociais e nas ruas da cidade, o cenário político começou a mudar
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| Foto: Reprodução | ttnotes |
Segundo informações do repórter Adriano Rivera, do Diário da Notícia, o projeto surgiu após solicitação da Associação de Pastores do município, liderada pelo pastor Papita, que encaminhou pedido ao presidente da Câmara, o vereador Josmar Barbosa, para que o espaço passasse a se chamar Praça da Bíblia.
A proposta foi levada ao plenário e, na primeira votação, os vereadores presentes aprovaram por unanimidade a mudança do nome da praça. Entretanto, após a repercussão negativa e os debates nas redes sociais e nas ruas da cidade, o cenário político começou a mudar.
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A mudança provocou questionamentos de moradores, lideranças religiosas e representantes de diferentes segmentos da sociedade cachoeirana. Entre os posicionamentos que ganharam destaque está o do líder religioso pastor Gervaldo Simões, que se manifestou publicamente contrário à alteração do nome da praça (veja aqui).
De acordo com o pastor, a Bíblia não necessita de homenagens simbólicas, mas sim da prática de seus ensinamentos e mandamentos. Outro ponto levantado por ele é o fato de a praça ser um espaço plural, onde acontecem diversas manifestações culturais e populares, incluindo eventos seculares, como apresentações musicais, a exemplo de rodas de pagode.
Na noite deste domingo (24/05), por exemplo, o Jardim Grande registrava movimentação com música e encontros populares, cenário utilizado por opositores da proposta para defender que o espaço continue mantendo sua identidade histórica e cultural.
A polêmica ampliou o debate em torno da preservação da memória local. Muitas pessoas defendem a permanência do nome Praça Ubaldino de Assis, enquanto outras apoiam a homenagem religiosa proposta pela Associação de Pastores.
A expectativa agora gira em torno da sessão ordinária desta segunda-feira (25), quando o projeto deve retornar à pauta para segunda e terceira votação. Nos bastidores, cresce a possibilidade de alguns vereadores que votaram favoravelmente na primeira apreciação mudarem de posição diante da repercussão popular.
Caso o projeto seja rejeitado nas próximas votações, o nome oficial permanecerá como Praça Ubaldino de Assis. Porém, independentemente do resultado, uma certeza permanece entre os moradores de Cachoeira: para a maioria da população, o local continuará sendo chamado carinhosamente de Jardim Grande.
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